Gestão em Tempos de Crise


Em momentos de grande arrecadação, as ineficiências não são aparentes ou são mascaradas pela situação favorável. Já em períodos de crise, a má gestão aparece com toda sua força, pois não haverá dinheiro ou crédito para suprir as deficiências.


Para exemplificar de maneira bem simples: pagar frete de devolução de mercadorias pode pesar, quando já não se tem dinheiro para o essencial que é produzir.


Temos vários modelos que podem ser seguidos para melhor gestão, certificáveis ou não. Estes últimos também são de grande importância, e podem ser obtidos pela adoção de boas práticas de governança a que se propõem.


Observar-se modelos mais genéricos, como a ISO 9001:2015, outros específicos que atendem melhor ao segmento aos quais estão destinados, como a norma ISO/TS 16949:2010 para a indústria automobilística, a ISO/IEC 17025:2005 para laboratórios, a ISO 31000:2009 para a gestão de riscos, a ISO 22000:2006 para a gestão de segurança de alimentos, além de diretrizes não certificáveis, tais como os Standard Methods para análise de água. Enfim, muitas são as possibilidades.


Os empresários tendem a constatar o sucesso apenas através dos lucros auferidos no momento, porém dado determinado target mercadológico, o crescimento e a permanência da organização em seu segmento somente se darão se for priorizada a gestão.


Diversas são as variáveis a se considerar: segmento, público alvo, investimentos necessários, conhecimento das necessidades do mercado em que atua, enfim, uma profunda análise dos aspectos condicionantes do negócio.


Outro erro comum é se comparar ou adotar diretrizes de outra empresa, muitas vezes fora de seu segmento, buscando processos bem sucedidos como referências a serem seguidas. No entanto, os cases de sucesso devem ser observados no cenário em que prosperaram, e muitos aspectos devem ser considerados antes de se adotá-los para a própria empresa.


Não por acaso, as respostas a estas variáveis serão obtidas somente se adotada, em tempo hábil, uma gestão consistente, com indicadores e consequentes ações que agreguem valor a organização.


Os líderes, ao planejarem ações em tempos de crise, iniciam ações que pouco vão agregar a solução da problemática, muitas vezes porque fizeram a pergunta errada para o processo, e com isso irão obter respostas (caminhos) igualmente errados ou superficiais.


A gestão bem qualificada envolve transparência nas ações e gestão de competências no ambiente organizacional. A meritocracia deve ser avaliada, pois neste aspecto reside um peso enorme da má gestão, visto que a pergunta a ser respondida e de grande dificuldade em determinadas organizações é: “Não tenho a competência necessária para tal objetivo empresarial, estou disposto a mudar pessoas, procedimentos, independente das partes envolvidas?”.


Outro dia, estava conversando com determinada profissional, com larga experiência em auditoria contábil, que já trabalhou em grandes empresas globais de auditoria e hoje realiza consultoria nesta área. Ele me fez uma colocação, dizendo: “...Recusamos empresas que estejam em dificuldades financeiras, pois se não for uma questão unicamente mercadológica, ou de política econômica, fatalmente ela está nesta situação por má gestão, serão necessárias outras ações que não estão no meu âmbito profissional...( e terminou com gesto de arregaçar as mangas)...”.


O que esta profissional quis dizer é que não há como se elevar o patamar de crescimento de uma empresa se ela não tem a gestão adequada, se a mesma não está disposta a implementar ações profundas para se atingir o objetivo. Avaliar se ela respondeu afirmativamente às perguntas: Estou disposto realmente a mudar? Quando há a presença da consultoria especializada, vou atender as diretrizes sugeridas em busca do que me proponho a realizar?


Se você está bem financeiramente, seja você um profissional empregado, responsável por uma empresa, líder de uma organização, dentre outros, reavalie periodicamente se a gestão atual de sua carreira, empresa, ou qual for a área que seja líder, fomenta o crescimento futuro, e se caso seja atingido por crise externa a seu negócio, haverá fôlego para esperar momentos melhores. Se sua resposta foi não, a gestão esta deficiente e precisa ser readequada.


Se já está em dificuldades, conduzir uma revisão completa das práticas de gestão adotadas e seus resultados é imperioso para continuar no mercado, passar pelo momento ruim e voltar a crescer.




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